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Saturday, July 04, 2009

A/C Salo de Carvalho


MEU PRESENTE de chá de panela para que ele mobilie a NOVA CASA:

"É preciso dar condições para a construção de um delírio que seja benéfico. Não são todos que trazem problemas. Não queria parar de ver as luzes que me aparecem. Elas são muito bonitas. A loucura é uma condição humana que deve ser respeitada".

Sílvia Maria Soares Ferreira, 32 anos, portadora de sofrimento mental, Belo Horizonte-MG, Brasil in Carta Capital, 17 de Junho de 2009.

Monday, June 29, 2009

o ATO FALHO a que CHEGAMOS

Eu JURO que passaria HORAS INTEIRAS de um final de semana apenas INVENTANDO hipóteses para questões da matéria de "Competência" para as provas finais da cadeira de processo.

No começo é meio BARRA, mas depois que o cara pega a manha, fica divertidíssimo:

FULANO pratica um roubo à mão armada em Passo Fundo e depois furta um veículo na mesma comarca, dirigindo-se para Ernestina, onde, novamente à mão armada pratica um roubo a uma loja de conveniências, rendendo os atendentes e os trancafiando em uma saleta do prédio. Perseguido pela polícia local até Soledade, lá troca tiros com os oficiais, ocasionando a morte de um deles. Ao fugir para o meio do mato contíguo à faixa de estrada, acaba por ingressar em uma chácara onde se encontra FULANA, que por ele é estuprada, antes que os policiais o alcancem e enfim o rendam. Em que(quais) comarca(s) FULANO será processado e por qual(s) crime(s), no caso?

E/OU coisas do tipo.
HAHAHAHA, risos olegofrênicos.

o ESPECTRO do imaginário social se faz presente AFÚ nas bravatas dos alunos, que não raro escrevem a resposta que eles ACHAM MAIS EM CONTA, ao invés de procurar decifrar as (complexas, evidentemente) regras legais para os casos.

Brabo, mesmo, foi esses dias quando um me respondeu assim: "...nesse caso o LINCHAMENTO dos réus deveria ocorrer em Porto Alegre, pois...".

Thursday, June 25, 2009

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1958 - 2009.



Desde JESUS CRISTO, ninguém partiu dotado de TAMANHA certeza de que era o MAIOR de TODOS.



O UNIVERSO perdeu o sentido.

Wednesday, June 24, 2009

A Festa da Menina Morta

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Daniel de Oliveira, soberbo em "A Festa da Menina Morta" (Bra, 2008, Matheus Nachtergaele). Ao contrário do Cazuza que ele interpretou à perfeição com o carisma emprestado da própria figura mítica do cantor, o "Santinho" é escandaloso, cruel, gritão, alienado e esconde suas fragilidades em uma aura de narcisismo alimentada por toda uma cidade.

Nos últimos tempos vem ganhando força um tipo de contorno de condução da narrativa cinematográfica no Brasil: na falta de termo melhor para denominar, cunhei a expressão "estética-do-'inferno é aqui'" ou "cinema da degradação total" para cuidar de filmes como "Amarelo Manga" e "Baixio das Bestas".

A decadência econômica, moral, social, política, e principalmente ética que ronda os cenários tenebrosos "literariamente" localizados pelos filmes em Brasís periféricos forma uma ciranda onde já não se sabe o que influenciou no que e o que acarreta em que. O fato é que o lodo fétido do fundo do poço da vida em um mundo que é cada vez mais cruel atinge a tudo e a todos e a sensação que se tem é que que aquele cara que EXPLODE a própria CACHOLA com uma ponto oito na ESQUINA é quem tem razão, no final das contas. Isso, é claro, depois de você quase VOMITAR.

Poderia se tratar de uma reles exploração da estética da violência cotidiana (violência, aqui, em todos os múltiplos sentidos) se não fosse REAL: não precisamos imaginar psicóticos mascarados nem sex-campings sendo atrapalhados por fantasmas, porque SABEMOS bem que se tem algo que EXISTE e FERE é a podridão crua verificável a olho nu.

Assumindo a ponta absoluta dessa estética e elevando (e MUITO) o nível da conversa, surge "A Festa da Menina Morta" de Matheus Nachtergaele. Trata-se do mesmo conceito, mas agora visitado com um acabamento artístico superior, que não encobre a sujeira, mas a POTENCIALIZA na medida que a torna palatável e arrebatadora (É onde, em minha opinião, "Baixio das Bestas" peca: é tão dantesco que a violência encobre até mesmo qualquer possibilidade de pensar sua mensagem, e assim, artisticamente, a peça fica deficitária).

Daniel de Oliveira (em apenas uma palavra: fenômeno) é o rapaz branco em uma terra de caboclos, efeminado ao extremo em uma terra de bugres machos, de manias de fineza em um deserto de boas maneiras, que tem o "dom" de "benzer" e "curar" as pessoas, reverenciado como uma entidade local em um fim-de-mundo amazonense.

Tudo isso por conta dos "recados" que supostamente ouve do além, manifestados pelo espírito de uma garotinha cuja morte (os detalhes não são dados - há, sim, nuances de quebra-cabeças) parece ter chocado a população da região.

Entre um turbilhão de conflitos pessoais vigorantes para um povo cujo relógio do tempo parece andar para trás, o "Santinho" se vês às voltas com o 20º aniversário da festa, na verdade, um culto pagão-sincrético onde ele deve "falar" para o povo as palavras proféticas da menina.

Assustador, denso, triste, "A Festa..." traz para a tela todo o nojo e o vigor com o qual o inferno nos assola. Incesto, machismo, hipocrisia, cinismo, pavor, tristeza, estagnação cultural. Impossibilidade de ir além. Impossibilidade de ir ali. Impossibilidade de qualquer coisa que não a tortura de viver assim: tudo isso tendo como núcleo um pivete com sérios problemas de auto-estima que finge acreditar naquilo em que a maioria da cidade acredita narcotizantemente: que ele é uma espécie de deus.

Com um elenco de luxo, que conta com Jackson Antunes fazendo o papel do grosso gambá de sempre (e bem, como sempre) e com uma trupe de "amadores" de respeito, Nachtergaele comprova, talvez (excluída a improvável hipótese da mera sorte de principiante), que é um diretor tão fantástico quanto é trabalhando NA FRENTE das câmeras.

O choro do personagem Tadeu (Juliano Cazarré, de desempenho excelente) no início do filme e sua resignação entre o constrangimento e a adequação à "massa" dão o tom de que, definitivamente, dias melhores NÃO VIRÃO.

Nota 10.

Friday, June 19, 2009

NÃO SECAREI

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Ao contrário de outros gremistas, EU SEI EXATAMENTE o que deu ERRADO para que o Inter se sagrasse campeão da Libertadores da América em 2006.

Aliás, eu fui um dos CULPADOS da hecatombe.

Na ÂNSIA da secação, previ (nada além de uma ilusão, diria minha avó) que o adversário mais dificultoso para o colorado no embate decisivo do título seria o São Paulo, que disputava semi-final contra o Estudiantes. Torci para o São Paulo, pois, como a maioria esmagadora da plebe tricolor.

Os DEUSES do futebol SABEM quando há algo de errado.

REALIZEM comigo: quando a torcida do GRÊMIO, em pleno auge de identificação latina, se decide em favor do São Paulo FASHION Clube em detrimento do time MAIS AFUZÉL da América (os Pinchas de La Plata - o que pode ser MAIS ROOTS do que uma equipe treinada, à época, pela ENCARNAÇÃO DO MAL, Diego Simeone, e cujo centroavante era José Luis Calderón?), algo de PODRE está no ar.

A heresia cobrou um preço ALTO: o Inter não apenas venceu o São Paulo. O Inter PASSEOU em cima dos BAMBIS do Morumbi. Ninguém confiou na MÍSTICA sangüinária dos argentinos de Simeone e a ZICA (a.k.a. BAD KARMA) rolou, certamente.
Por 90 minutos fui um torcedor do São Paulo. Foi péssimo. Tenho VERGONHA disso.

Este ano, dada a final da Copa do Brasil aí, e a possível conquista de um grande título pelos vermelhos, a PAUTA da torcida ensandecida pelo CONTRA volta ao ar. Multiplicam-se no estado as CORRENTES PRA TRÁS.

MUITO CUIDADO: secar inconsequentemente significará a HUMILHAÇÃO SUPREMA de ter que se contentar em vibrar pelas cores daquela que, se não é A, é UMA DAS equipes futebolísticas mais patéticas do globo terrestre: o Corinthians. Se ser um torcedor do São Paulo já foi lastimável - e isso que esse time maricas para o qual torce o Rodrigo bruce lee, um BILTRE, mas meu AMIGO DO PEITO - ostenta títulos mundiais e respeitabilidade - imagine torcer e se escabelar pelo Corinthians? E imagine se o Corinthians me inventa de PERDER? Corinthiano e SOFREDOR? Não, obrigado.

O Corinthians não é um time. É um LOBBY. É um time que se julga "Campeão Mundial" por ter vencido um torneio inventado cuja vitória na final se deu sobre o VASCO. Seus astros históricos são um bando de chinelões LOSERS de brilho LOCAL (como Neto o gordo bêbado e Ronaldo, o goleiro do rock - nomes e características que ironicamente se mesclam no atual ídolo do Parque São Jorge) ou visíveis imbecis (Marcelinho Carioca, imagine...). Ou mesmo PIADAS como "Viola". Seus dirigentes são arrogantes e sua torcida é CARICATA.

CARICATO mesmo, aliás, é ver um EX-JOGADOR sem nem ficar envergonhado, ENGANAR a todos PESCANDO na área e ser falsamente endeusado com o apoio irrestrito da mídia do espetáculo a qualquer custo.

Me RECUSO a TER QUE torcer pelo Corinthians.

Dessa maneira, decreto: NÃO SECAREI. Vai dar AZAR. Certamente serei NOVAMENTE PUNIDO ao me vender por essa farsa. Assim, simplesmente AVISO que NÃO OLHAREI a partida.

O jogo está ABERTO apesar dos dois a zero na IDA e tudo pode acontecer, se bem que meu palpite é o de um empate maroto na beira do rio, com a taça sendo levada para a terra da garoa.

Ps: falando em Estudiantes, seria uma final bonitáça da Libertadores desse ano entre os alvi-rubros de Verón e algum dos brasileiros. De preferência o tricolor da Azenha, lógico, mas TUDO A SEU TEMPO. Até lá tem muita água to roll e o Grêmio terá que superar o azul mineiro, histórico carrasco.

Aguante.

Aliás, que MANCHETE DO CARAMBA
essa daqui , não?

Tuesday, June 16, 2009

Tio Guilherme MANJAVA do LANCE

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William Faulkner em momento relax. Sabia TUDO.


Havia um bom tempo que eu não me sentia BURRO.

Ocorreu.

Não incapaz, nem cansado, frágil, etc. Burro mesmo. BURRO AFÚ, em algo que dói mais ainda para quem escolheu como profissão de vida trabalhar em meio à intelectualidade desse Brazíu de mell dêls.

Como bem sabe quem gosta de literatura (poderia bem ser filosofia, psicanálise, ou mesmo direito, aqui), chega uma hora em que certos autores são incontornáveis. O destino, pelas tantas, te COLOCA em frente a alguns sujeitos e/ou obras, nem que seja para falar mal, passado o suplício da leitura (estudo).

Sartre, por exemplo, está fumando um cigarro na sala de espera e não arreda o pé do meu consultório. Atenderei ele em breve, prometo (comecei, de leve, ano passado, lendo a qualificada monografia "introdutória" do
Bornheim).

Estranhamente coincidente o fato de que o
Daniel tenha me mandado um e-mail incrível sobre FAULKNER por esses dias é o fato de que andei às voltas com ele.

William Faulkner é o sujeito em questão.

O CASO é que tentei (sim, TENTEI) ler "O Som e a Fúria" tempos atrás, depois de anos e anos sabendo que Faulkner está para muita gente boa como Lula está para Obama: é O CARA.

Não rolou (BURRO). E por um simples motivo: venci um capítulo e meio do livro SEM ENTENDER NADA.

Captei o que Faulkner queria com o texto e só posso ficar BOBO diante da habilidade dele na (des)construção de uma narrativa que deixaria maravilhado mesmo o mais vanguardista dos cineastas: um capítulo inteiro escrito sob a óptica de um sujeito com problemas mentais, através de frases soltas que FOGEM da linearidade ao menor sinal de que vão COMEÇAR a compor um período cuja inteligibilidade está ok. Maravilhado fiquei, diante de tamanha maestria. O problema é que foi TAMANHA a maestria que extrapolou o minhas (pífias) possibilidades.

Não entendi CHONGAS (BURRO AFÚ).

Não entendi quem era quem. O que estava em jogo. Qual era o pastel. Se a idéia é compor um cenário de decadência familiar através de short cuts (como dizem as sinopses da obra), até que eu me saí bem na compreensão de um modo geral, mas ao final de cada página eu ficava TONTO.

O segundo capítulo, apesar de modificar a estrutura narrativa também não ajudou. Mesmo a "árvore genealógica" da família das personagens, que o próprio Faulkner fez constar como anexo nas edições subseqüentes à primeira da obra em questão não ajudou (me embaralhou MAIS, na real).

DESISTI de "O Som e a Fúria", mas NÃO de Faulkner.

Encarei "Palmeiras Selvagens" em seguida, tomando-o, assim como o primeiro, emprestado da patroa.

ESPLENDOR.

Mesmo com o ROMBO no cérebro deixado pelo abandono do livro mais famoso, o autor MOSTROU A QUE VEIO para minhas entranhas, nessa narrativa que também tem muito prestígio em sua carreira.

A constatação de que Faulkner simplesmente REINA sobre os sentimentos contidos em CADA TRECHO escrito chega a ser assombrosa.

Nada como ler um cara e COMPREENDER o PORQUÊ de ele ser um dos titãs do OLIMPO.

Abaixo, dois trechos que podem ser descritos como FILHOS DA PUTA:



Percebam O QUE ELE FAZ até onde ele eleva o nível da análise da personalidade tipicamente feminina sem fazer uso de sexismos clichê:



Wilbourne voltou para casa. Era tarde, mesmo assim ela ainda não havia começado a se despir; novamente caiu em devaneios, não sobre a adaptabilidade das mulheres às circunstâncias, mas na habilidade delas em adaptar o ilícito, até ocriminoso, a um nível burguês de respeitabilidade, enquanto a observava, descalça, andando pelo quarto, fazendo aquelas sutis alterações nas peças daquele domicílio temporário, como elas fazem até nos quartos de hotel alugados por apenas uma noite.




E recebam, de brinde, esse MURRO no ESTÔMAGO:

Dizem que o amor morre entre duas pessoas. É mentira. Não morre. Simplesmente abandona você, vai embora se você não é bom o bastante, digno o bastante. Não morre; quem morre é você. É como o oceano: se você não presta, se começa a empesteá-lo, ele te cospe fora em alguma parte para morrer. Você morre de qualquer jeito, mas prefiro me afogar nooceano a ser vomitada numa faixa perdida de praia e acabar secada pelo sol até me tornar uma mancha suja sem nome.

O FINAL dos contos entrelaçados (mas não evidentemente interligados) que compõe o livro ("O velho" e "Palmeiras Selvagens" self-titled) é o que menos importa. O recado vai dado na linha de frente (linha de TIRO) do desenrolar TRÁGICO da caminhada dos personagens que DIZEM SIM ao enfrentamento de um destino que é CERTO, mas que NÃO TRIUNFA SOBRE ELES. Eles triunfam, apesar dos paradoxais "fracassos".

Triunfamos todos nós.

Triunfo eu, eis que Faulkner não é mais um mistério e eu posso olhar mais uma rodada do Brasileirão sem CULPA, em virtude outro livro findo. Mamãe, sou CULTO. Sou COOL aliás.

YOU PORN

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EU ATRAIO LUNÁTICOS - parte 1.675

Daí NEGO acaba a aula mais cedo, dispensa a turma e sem ter o que fazer diante do vazio da sala dos professores e do NÃO CONVIDATIVO café servido no local, até a hora de registrar o horário de saída no ponto eletrônico, decide BATER UM XADREZINHO no laptop.

Tudo corria bem até que entra em cena o ________.

O _______ é boa figura, não entendam mal. Apenas meio, diferente. Professor de filosofia. Um tanto esquisitão, dado a devaneios e a cantarolar músicas em voz baixa e tem como passatempo principal travar LONGOS diálogos pelos cantos do prédio da faculdade com seus melhores amigos: os ESPÍRITOS de SÓCRATES e SPINOZA. Geralmente GESTICULA quando fala sozinho.

O _______ me aborda com alguma pergunta trivial, sobre o tempo, a chuva, essas coisas. Eu respondo e, amigavelmente, mostrando o que me ocupa naquele instante, pergunto se ele gosta de jogar xadrez. EIS QUE TEM INÍCIO A BIZARRICE:

________: "Xadrez? Não, eu não, amigo. Não sei jogar não. Eu gosto de paciência Spider, mas sempre perco pro Computador..."

Eu: "Pois é, eu gosto bastante de xadrez. Do paciência eu não gosto".

________: "Eu tenho é que me cuidar com os vícios..."

Eu: "HÃN?"

________: "Os vícios, jogos...fotos...vídeos..."

Eu: "HÃN? (replay)"

________: "Pois é rapaz, tu sabe que era VICIADO EM VER BUCETAS na internet? Todo dia, ficava VENDO BUCETAS..."

Eu: "...áá...aqueles vídeos pornôs, não?"

_________: "É...vídeos de BUCETAS E BUNDAS..."

Eu: "Sei"

________: "BUCETAS E BUNDAS, eu era praticamente viciado em FICAR VENDO BUCETAS E BUNDAS na internet. Eram fotos, filmes, pequenos vídeos amadores, com BUCETAS E BUNDAS...já viu isso, né? Geralmente o homem GOSTA, assim, de VER A GENITÁLIA DAS MULHERES, né? Hein? Tive que parar. Estava perdendo todo meu dia com isso, de ficar ali, vidrado nas BUCETAS E BUNDAS..."

Eu: "..."

E seguiu-se mais uns três minutos de diálogo até que mais alguém adentrasse na sala. O binômio "BUCETAS E BUNDAS" foi repetido mais uma sete vezes.

Thursday, June 11, 2009

ORGULHO DO TIO

Se você é daqueles(as) que acredita em ASTROLOGIA e crê, realmente, que que um JUDEU sexagenário, uma empresária lésbica CHILENA, um ESQUIMÓ na puberdade e um ETÍOPE faminto de seis anos de idade possam realmente ter algo em comum em função do fato de terem todos nascido no mesmo dia de Junho (exemplo), PACIÊNCIA.

Não vou me prestar a ficar chovendo no molhado aqui para provar por A+B o quento isso é RIDÍCULO.

É óbvio que NÃO EXISTE nada disso, mas, enfim.

O fato é que eu conversava com uma aluna minha esses dias sobre trivialidades e o papo caiu em algo tangente à temática:

ELA - "...ah, essas coisas de signo, ascendente, tudo pra mim é bobagem..."
EU - "...bah, CERTO que é..."
ELA - "...onde já se viu..."
EU - "Pois sim. Quando perguntam meu "signo" e começam com esses papos eu digo GRÊMIO, só pra implicar".
ELA - "hahahaha"
EU - "É"
ELA - "Que legal! Eu digo uma coisa parecida..."
EU - "Tu diz 'Grêmio' quando perguntam teu signo?"
ELA - "Não, digo outra coisa, mas é quando perguntam minha religião"
EU - "O que?"
ELA - "RAMONES".

Minha primeira vontade era dar um abraço e girá-la no ar como em um comercial de margarina.

A segunda era a de oferecer a ela um salvo-conduto de notas 10 em todas as médias finais das cadeiras em que eu for o professor sem que ela precisasse sequer se preocupar em realizar os testes.



NADA PODE SER MAIOR, diz o meu HORÓSCOPO dessa semana.